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Procura de crédito habitação arrefece apesar de spreads mais baixos



As elevadas taxas de juro continuam a afastar as famílias de contratar crédito habitação em Portugal, muito embora os bancos tenham vindo a oferecer spreads mais baixos. Quem o diz é o próprio Banco de Portugal (BdP), que revelou que no final de 2023 voltou a haver uma “ligeira diminuição da procura de empréstimos para aquisição de habitação”, também devido à confiança dos consumidores e às perspetivas para o mercado da habitação.


No que diz respeito ao crédito habitação, o mais recente Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito do Banco de Portugal (BdP), relativo ao último trimestre de 2023, revela que da “avaliação heterogénea por parte dos bancos resultou uma ligeira diminuição da procura de empréstimos para aquisição de habitação”, lê-se no documento publicado esta terça-feira, dia 23 de janeiro.


E o que é que justifica este recuo da procura por crédito habitação? “O nível geral das taxas de juro e, em menor grau, a confiança dos consumidores e as perspetivas para o mercado da habitação contribuíram para reduzir a procura no segmento da habitação, que foi ligeiramente atenuada pelo aumento das necessidades de refinanciamento e renegociação da dívida”, explica ainda o regulador liderado por Mário Centeno.


Quanto à oferta, o BdP diz que não houve alterações nos critérios de concessão de crédito para a compra de casa – e a expectativa é que assim continue. Já no que diz respeito às condições de crédito, houve mudanças no final de 2023: registou-se uma “ligeira diminuição do spread” nos empréstimos da casa, sobretudo nos de risco médio. E porquê? “No crédito a particulares para aquisição de habitação, a concorrência de outras instituições bancárias contribuiu para reduzir os spreads”, explicou ainda.


Mas será que os bancos vão continuar a descer os spreads? A expectativa partilhada pelo BdP indica que, nos próximos 12 meses, espera-se que haja um “ligeiro aumento dos spreads nos empréstimos a PME e a particulares para habitação e consumo”. De notar que as taxas Euribor também já estão a dar sinais de descida, dando espaço à banca para subir um pouco as suas margens de lucro.


O que o BdP também diz é que nos últimos seis meses, os rácios de créditos não produtivos e de outros indicadores de qualidade do crédito dos bancos tiveram um “ligeiro contributo para tornar os termos e condições no crédito à habitação menos restritivos, decorrente de menores pressões associadas a requisitos regulamentares ou prudenciais”. E espera-se que assim continue, pelo menos, até junho de 2024.


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Fonte: Idealista


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