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Crédito para habitação: taxa variável volta a superar taxa fixa

Taxa de juro média dos novos empréstimos a taxa variável aumentou para 4,37% em junho, ultrapassando a taxa fixa (4,16%).


Portugal é dos países europeus com mais crédito habitação concedido com taxa variável (e não fixa), o que implica uma grande incerteza para as famílias em momentos como os que se vivem atualmente, marcados por subidas das taxas Euribor, que estão a escalar na sequência do aumento das taxas de juro diretoras por parte do Banco Central Europeu (BCE).


Em junho, à semelhança do que já tinha sucedido em maio, as taxas variáveis superaram as taxas fixas nos novos créditos habitação, revelou o Banco de Portugal (BdP).


“A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação contratados a taxa variável aumentou para 4,37% em junho, ultrapassando a taxa de juro média dos novos empréstimos a taxa fixa (4,16%)”,

Significa isto que, em junho, os novos empréstimos concedidos pelos bancos para a compra de casa a taxa variável subiram face a maio (4,20%) e face ao ano anterior(1,19%). Já os financiamentos indexados à taxa fixa recuaram relativamente a maio e abril (4,19%) e aumentaram face a junho do ano passado (3,31%).


Os dados do BdP permite ainda concluir que a média da taxa fixa está agora mais baixa que a média da taxa Euribor, o que acontece pelo segundo mês consecutivo, o que não é habitual.

Travão no novo crédito habitação em junho


Em junho, o montante emprestado pelos bancos nos novos contratos de crédito habitação abrandou face ao mês anterior, para 1.524 milhões de euros (1.625 milhões de euros em maio). Trata-se, no entanto, de um montante superior quando comparado com o registado em junho de 2022 (1.402 milhões de euros). A disparar continua a taxa de juro média dos novos créditos habitação, que subiu de 4,16% em maio para 4,25% em junho, atingindo o valor mais alto desde fevereiro de 2012.


“Em junho, as novas operações de empréstimos aos particulares totalizaram 2.165 milhões de euros, menos 126 milhões do que em maio. Verificaram-se quedas nas finalidades de habitação e de consumo (de 101 e 31 milhões de euros, respetivamente). Em sentido inverso, as novas operações de empréstimos para outros fins aumentaram seis milhões de euros”,

Boletim do BdP.


Os números mostram que os novos financiamentos relativos à compra de casa representaram, em junho, a maior parte do montante emprestado aos consumidores: 1.524 milhões de euros num total de 2.165 milhões.


A maioria deste valor (1.524 milhões de euros) diz respeito a empréstimos de taxa variável, visto que os créditos a taxa fixa continuaram, em junho, a representar a menor fatia (9,5%) e que a opção pelo regime de taxa mista – fixa no período inicial e variável no seguinte – representou 22,7%.


Leia a matéria na íntegra aqui!


Fonte: Idealista





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